Espaço para divulgação e troca de informações sobre a educação e seus seguimentos.

terça-feira, 18 de maio de 2010

terça-feira, 11 de maio de 2010

Como fazer uma escola sustentável


Atitudes como combater o desperdício e consumir de forma consciente são bons caminhos para a preservação da natureza

Quando o assunto é trabalhar meio ambiente e fazer da escola um espaço sustentável, é comum achar que isso implica em reformas na estrutura física do prédio e altos investimentos. Não é bem assim. O fundamental é permitir que os alunos incorporem ao cotidiano atitudes voltadas à preservação dos recursos naturais.

"As crianças precisam iniciar esse processo desde cedo. Não basta falar e ensinar apenas com livros", diz Lucia Legan, autora do livro A Escola Sustentável, pedagoga e diretora do Instituto de Permacultura e Ecovilas do Cerrado (Ecocentro Ipec), em Pirenópolis, a 120 quilômetros de Goiânia. Também não adianta fazer um projeto de combate ao desperdício da água e deixar torneiras vazando e mangueiras abertas no jardim da escola.

Ser ecologicamente sustentável significa apostar num desenvolvimento que não desrespeite o planeta no presente e satisfaça as necessidades humanas sem comprometer o futuro da Terra e das próximas gerações. Tal postura se enquadra no conceito de permacultura, criado em 1970 e segundo o qual o homem deve se integrar permanentemente à dinâmica da natureza, retirando o que precisa e devolvendo o que ela requer para seguir viva. Parece complicado, mas pode ser posto em prática com ações simples, como não desperdiçar água, cultivar áreas verdes e preferir produtos recicláveis.

Sabe-se que, em pequena escala, tais procedimentos não revertem os danos causados ao meio ambiente, porém têm grande impacto na rotina escolar. "Temos consciência de que as iniciativas da escola são fundamentais para promover a conscientização dos alunos, os futuros adultos que tomarão conta do planeta", afirma Neide Nogueira, coordenadora do programa de Educação Ambiental do Centro de Educação e Documentação para Ação Comunitária (Cedac), em São Paulo.

Retirado da Revista Nova Escola

terça-feira, 4 de maio de 2010

As crianças têm muito o que aprender na creche

Em nenhuma outra fase da vida as crianças se desenvolvem tão rapidamente quanto até os 3 anos de idade. Daí a importância de entender como cada atividade ou brincadeira ensina

Os pequenos recebem cuidado e atenção e têm espaço para explorar, brincar e se conhecer. Em sala, têm à disposição brinquedos e materiais que incentivam a expressão artística e estimulam a imaginação. No parque, se divertem pisando na areia. Mesmo sem saber ler, manuseiam livros. Muitas vezes, nem conseguem falar e já estão "cantando" cantigas de roda e seguindo a coreografia. Assim é o dia das crianças de até 3 anos nas boas creches do país.

Essas atividades compõem os conteúdos desse nível da Educação Básica. O termo é recente nessa etapa do ensino, mas tem se difundido graças às descobertas sobre a evolução cognitiva e emocional dos bebês. "Todas essas experiências que fazem parte da rotina devem ser organizadas em um currículo de forma a proporcionar o desenvolvimento de habilidades, como andar, e a aprendizagem de aspectos culturais, como o hábito da leitura", diz Beatriz Ferraz, consultora em Educação Infantil e coordenadora da Escola de Educadores, em São Paulo. O conhecimento, nessa fase, se dá basicamente por meio da ação, da interação com os colegas e os adultos, da brincadeira, da imaginação e do faz de conta. "Não se trata, portanto, de escolarizar as crianças tão cedo, mas de apoiá-las em seu desenvolvimento", ressalta Beatriz.

Você sabe interpretar as hipóteses de escrita de seus alunos?

Identificar corretamente as hipóteses de escrita dos alunos é fundamental para um bom planejamento das atividades e para a formação de grupos produtivos

As crianças, os jovens e os adultos não alfabetizados formulam ideias sobre o funcionamento da língua escrita, antes mesmo de frequentarem (ou voltarem a frequentar) a escola. Essas teorias internas evoluem por meio de reflexões que o próprio aluno faz sobre o sistema de escrita ao longo do tempo (e ninguém pode fazer por ele) e também por meio das interações que realiza com as informações que o ambiente lhe oferece. Trata-se de uma evolução conceitual e não exclusivamente gráfica. Por isso, o professor precisa buscar descobrir o que o aluno está pensando sobre a escrita naquele momento, mais do que avaliar se consegue desenhar bem cada uma das letras. Identificar as hipóteses de escrita de cada aluno é condição primordial para planejar as atividades adequadas e, principalmente, os agrupamentos produtivos na turma.

Fonte: Revista Nova Escola

domingo, 2 de maio de 2010

terça-feira, 27 de abril de 2010

Jogo Educativo

Este é um ótimo site de jogos,onde a criança desenvolve a sua aprendizagem.

http://jogoseducativos.jogosja.com/default.aspx

As Tecnologias nas Escolas


Antes que um PC nos separe
por Ricardo Prado

O que a Espanha faz para que escolas e professores entrem na era digital de seus alunos

Nossa educação é feita em escolas do século XIX, com professores do século XX e alunos do século XXI.” Esta frase tornou-se uma espécie de mantra repetido durante os três dias do V Congresso Internacional Educarede, que reuniu cerca de 2 mil professores na capital da Espanha, em novembro de 2009. A frase pareceu perfeita para mostrar o desafio que seria debater o uso educacional das tecnologias da informação e comunicação (abreviadas pelo versátil acrônimo TIC); mas também porque, nesses encontros sobre tecnologia na escola, fica cada vez mais patente a incômoda inversão de papéis entre mestres e alunos. A maioria dos professores, na Espanha, no Brasil e pelo mundo afora, ainda persegue as habilidades e competências proporcionadas e/ou exigidas pelas TIC que seus alunos já manejam antes mesmo de ingressar na escola. E esses continuam a explorar a fronteira dos recursos de computadores e redes virtuais, sempre alguns passos adiante de seus mestres.

Mas já existem algumas ilhas de excelência, nas quais escola, professores e alunos parecem coabitar o mesmo século. CartaCapital foi conhecer uma delas, o Colégio Montserrat 1, em Madri, mantido pela Fundación Hogar del Empleado, uma instituição sem fins lucrativos criada com o objetivo de oferecer educação de qualidade para populações pobres, quase sempre formadas por filhos de imigrantes. Graças ao seu estatuto de escuela concertada, a Montserrat 1, mesmo sendo privada, recebe recursos públicos, o que permite que 100% de seus 960 alunos sejam bolsistas. Também recebe ajuda da Fundação Telefônica, que há quatro anos investe no aparelhamento tecnológico e na aprendizagem desses recursos pelos professores.

Todas as salas de aula da escola possuem lousa digital. Já o uso de laptops é compartilhado a cada grupo de quatro ou cinco alunos. Segundo o diretor, Carlos Díaz, foi uma escolha do corpo docente da escola não ter um laptop por aluno. “Dessa forma, acreditamos que podemos incentivar o trabalho em equipe desde cedo”, explica, antes de abrir a porta da sala onde o professor de matemática, Garcia Villás, acaba de espetar seu pen drive na lousa digital, iniciando mais uma aula com sua turma de 6ª série.

Procurando abstrair a presença dos jornalistas, incluindo uma equipe de televisão do noticiário peruano Cuarto Poder, Garcia exibe, primeiro, algumas imagens que extraiu da internet para ilustrar o tema do dia: os conceitos de máximo divisor comum e mínimo denominador comum. O professor possui uma versão inteiramente digitalizada do livro didático que repousa nas carteiras de cada aluno e com desenvoltura vai abrindo as páginas referentes aos exercícios que a turma fez em casa.

A sala encontra-se inteiramente dividida em blocos de quatro carteiras agrupadas, e a maioria das atividades é desenvolvida em grupo. Garcia chama alguns alunos à lousa digital, que pode ser rabiscada à vontade com uma caneta especial em sua tela branca. Ao lado, quase inútil, a velha lousa verde permanece vazia, como uma lembrança da época em que se ensinava com a dupla “saliva e giz”.

Em outra sala visitada pela reportagem, pertencente às turmas de educação infantil, apenas quatro alunos aprendem outros conceitos de matemática, bem mais básicos. Coisas tão elementares como contar o número de patinhos em um lado da lousa digital e escrever o numeral correspondente no outro lado, mas que parecem extremamente difíceis para duas das crianças. São meninos autistas, com dificuldade de concentração e aprendizagem, e se encontram em suas aulas de reforço, quando recebem uma atenção especial do professor Ramiro Gómez, formado em Pedagogia Terapêutica. Há, também, cuidados da direção em relação às crianças com alguma necessidade especial: é proibido fotografá-las.

Nessa segunda sala de aula, o uso das TIC encontra-se em uma etapa ainda mais evoluída: foi o próprio Ramiro quem desenvolveu o software ilustrado e divertido com que estimula seus alunos em busca da resposta correta. O que o professor Ramiro já faz, criar seu próprio repertório de materiais didáticos, o Ministério da Educação da Espanha pretende que outros docentes também façam. Amparado por pesquisas que revelam que apenas um terço dos professores espanhóis faz uso semanal das TIC em sala de aula, o ministério criou o ambicioso Programa Escuela 2.0, que, apenas para o biênio 2009-2010, já conta com um orçamento de 200 milhões de euros (aproximadamente, 523 milhões de reais) para desembarcar escolas e professores no ambiente virtual já vivido por seus alunos. Além de investir na infraestrutura tecnológica, visando transformar todas as escolas espanholas em salas de aprendizagem virtuais, com acesso à banda larga e laptops para alunos e professores, o programa vem investindo na criação de materiais didáticos intercambiáveis, cujos módulos podem ser realocados e modificados à vontade pelos professores, de acordo com o perfil de seus alunos e as necessidades de seus projetos. Formatados em soft­wares livres, pretende-se que esses materiais possam ser melhorados progressivamente por professores cada vez mais integrados à interativa escola do século XXI. Claro, desde que a conexão não caia.

Revista Carta na Escola.